Ao todo, a edição contou com 17 espetáculos, sendo 15 de grupos selecionados nas categorias Escola de Teatro e Teatro na Escola e dois espetáculos convidados, Os Bem-Intencionados, do LUME Teatro, e Auto-Escola de Arte Dramática, de Roberto Mallet. Para a jornalista Soraya Belusi, pela segunda vez responsável pelas críticas dos espetáculos de Escola de Teatro, essa foi uma edição equilibrada. “Todos os espetáculos tiveram um nível interessante, um trabalho técnico do ator, além de bons textos e muita pesquisa. E eram espetáculos que comunicavam bem com a plateia, sem ficar aquele trabalho que dialoga apenas com quem é do teatro”, explicou ela. O ator, diretor e professor de teatro, Cristiano Peixoto, que integrou a Comissão Artística acompanhando a categoria Teatro na Escola, percebeu em alguns espetáculos o que, para ele, deve ser a prática do teatro dentro dos colégios: a possibilidade de brincar em cena ou de brincar de forma séria. “O que é retirado da sala de aula, que é a brincadeira, muitas vezes o teatro insere”, disse ele.

Somou-se à programação de espetáculos, sete oficinas e dois CaFETOs, que discutiram formação de público e a relação entre teatro e educação. Essas atividades formativas reuniram importantes nomes das artes cênicas, pesquisadores e representantes do poder público. O caráter reflexivo do Festival, uma tônica já há algumas edições, foi reforçado pela história recente vivida no país, principalmente com as manifestações de junho. “Estávamos no meio das inscrições quando começaram as manifestações. Tivemos que parar para refletir sobre o país e, porque não, sobre o papel de cada um de nós, do teatro, do FETO”, disse um dos coordenadores do FETO, Eliezer Sampaio. “Essa ‘microluta’ que travamos há algum tempo ganhou um outro caráter, talvez menos inocente”, complementou outro coordenador do Festival, Rodrigo Soares. Isso refletiu-se em um discurso mais contundente do Festival em seus canais de comunicação, como site, peças gráficas e redes sociais, e na necessidade de ampliar o debate sobre políticas públicas. Uma edição que começou celebrando a memória – a história do FETO e do teatro estudantil -, anunciou sua programação com uma convocação quase provocativa: “o futuro do teatro é agora”.

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